Senac

Minas Gerais






Buscar
Notícias


Diversidade: pelo direito de cada um ser o que é

Fotos: Genilton Elias
Roda de conversa entre representantes de diversas frentes

Superintendente educacional Luiz Esteves: compromisso do Senac com a inclusão

Equipe do Senac junto ao diretor Gustavo Guimarães

Diálogo no Senac debate sobre a diversidade e a inclusão no contexto educacional e social

Aceitar o outro como ele é, seja no trabalho, na escola, em casa, na comunidade. Por que, às vezes, é tão difícil respeitar as diferenças? A terapeuta ocupacional e consultora do Instituto Ester Assumpção, Alexandra Rangel, foi uma das convidadas do “Diálogo sobre a Diversidade – Educar com Inclusão”, evento promovido pelo Senac no dia 3 de outubro, no Núcleo de Pós-Graduação, em Belo Horizonte. Para ela, a intolerância e a falta de solidariedade são os ingredientes que faltam para o convívio mais harmônico entre as pessoas. “Se a inclusão começasse, de fato, na educação infantil e nossas crianças tivessem a oportunidade de conviver com as diferenças (físicas e mentais) teríamos adultos mais tolerantes e solidários”, disse.

A falta de capacitação de professores e de profissionais da educação, segundo Alexandra Rangel, também é um entrave para o processo de inclusão. “Mas há sempre aqueles dispostos a enfrentar desafios e se qualificar buscando oferecer acesso à educação aos que não tiveram oportunidades iguais. Isso muda o mundo daqueles alunos que estão sob a nossa responsabilidade”, esperançou-se.

Muitas escolas vêm se propondo a fazer a diferença nesse cenário. No Senac, por exemplo, o Setor de Educação Inclusiva (Sedin) foi instituído há dois anos. Ele apoia a equipe pedagógica, os diretores de escola e demais funcionários quanto à inclusão de alunos com deficiência, para que possam ter a melhor experiência em suas escolhas profissionais.

Moda e inclusão social
A moda estampou o seu papel de representação da diversidade e da inclusão social, com uma roda de conversa entre pessoas engajadas em diversas frentes, como o idealizador do projeto "Lá na Favelinha", Kdu dos Anjos, e os estilistas Carolina Bicalho e Virgílio Andrade, que destacaram o tema “Gênero, corpo através da moda inclusiva”. Junto a outros convidados - Makota Kisandembu (diretora de Políticas para Igualdade Racial da Prefeitura de Belo Horizonte), Nilo Zak (grafiteiro) e Andreia Costa (coordenadora Técnico Social do Sesc) – assuntos como “Bullying, a questão do idoso e da pessoa com deficiência” e “Quando o preconceito tem cor e classe social” estiveram na pauta de discussões. A mediadora do bate-papo foi a professora da Faculdade Senac Geisa Batista, que desenvolve trabalhos acadêmicos relacionados ao bullying e atividades de voluntariado voltadas à inclusão.

 “A moda integra todos os estilos e atitudes. Ela traduz a individualidade de cada um e de todos. E a nossa proposta como instituição formadora é fomentar esse debate, abordando a inclusão em todas as esferas, seja de gênero, racial, idade, dentre outros. A própria educação é também uma forma de inclusão”, destacou a gerente de produtos em Moda e Beleza do Senac, Patrícia Carvalhais.

Dialogar é um bom caminho para sensibilizar a população quanto à importância da inclusão, seja ela social ou educacional. Mas é necessário colocar o discurso em prática. “Há muitos artistas na periferia, ansiosos em divulgar sua arte, seja por meio da dança, música, moda ou da venda de produtos. É preciso que empresas e empresários voltem o seu olhar para a arte da periferia”, argumentou o MC, compositor e poeta Kdu dos Anjos, à frente do Centro Cultural Lá na Favelinha, instalado na comunidade do Aglomerado da Serra, na capital mineira.

Por mais diálogos
No evento, o público pôde conferir, ainda, a apresentação artística “Narrando Histórias” do grupo Sesc e a exposição “Diverso”, que traduz o olhar sensível da fotógrafa Isabella Leite sobre a diversidade e a inclusão.

Elisa Cristina Lima da Silva trabalha no setor de voluntariado corporativo da Vallourec e saiu do evento certa de que a inclusão é muito mais que trabalhar com a vulnerabilidade social, o racismo ou a moda. “Ela perpassa pelo respeito às diferenças em geral e pela opinião do outro”, acredita. Assim como Elisa, os mais de 50 participantes ficaram com o gostinho de quero mais, já esperando a próxima edição do “Diálogo sobre a Diversidade – Educar om Inclusão”.