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Reflexão e aprendizado

Crédito: Genilton Elias
Nuno Arcanjo e Dudu do Cavaco

Dr. Ricardo Tadeu Marques Fonseca

Representantes das empresas

Uma manhã dedicada ao papel da educação e do mercado de trabalho para pessoas com deficiência

Participantes atentos se emocionaram na 6ª edição do Seminário “O papel da educação e o mercado de trabalho para pessoas com deficiência e reabilitados”. Profissionais de RH, empresários, educadores e interessados se reuniram na manhã do dia 31 de outubro, no Sesc Palladium, para se dedicarem a um assunto que cada vez mais tem sido discutido, seja na educação ou no trabalho. “Desde a década de 60 enfrento esses desafios do mercado de trabalho e pessoas com deficiência”, destacou Romeu Kazumi Sassaki, Presidente da Associação Nacional do Emprego Apoiado (Anea) e Tradutor do boletim UN Enable, do Secretariado para a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU.

O evento foi aberto por Nuno Arcanjo e seu projeto Facilitação Poética. Nuno transforma conhecimento em poesia e tem despertado o olhar das empresas. Na sequência, o público acompanhou a apresentação afetuosa de Dudu do Cavaco.

Experiência marcante

Dr. Ricardo Tadeu Marques Fonseca, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Estado do Paraná, transformou a sua palestra “A evolução da legislação no Brasil e o cumprimento da Lei de Cotas” em um depoimento marcante, pois sua trajetória até o Tribunal não foi fácil, mas ele com bom humor venceu as barreiras impostas pela sociedade e destacou otimista: “Hoje são 400.000 pessoas com deficiência trabalhando formalmente e 1 milhão atuando no mercado de trabalho brasileiro.”

A chamada Lei de Cotas obriga empresas com mais de 100 funcionários a reservarem de 2% a 5% das vagas de seu quadro de efetivos para pessoas com deficiência.

Educação e Trabalho como inserção social

O aluno da Aprendizagem Comercial do Senac, Marcos Alexandre Ferreira, durante a mesa redonda declarou que a ligação entre o Senac e as empresas é muito importante: “Passei seis anos sem trabalhar e tinha muita vontade de me reintegrar ao mercado de trabalho. Minha inserção foi por meio do Centro de Convivência da Prefeitura e o trabalho hoje gera em mim muita alegria.”

E a inclusão falou mais alto quando entrou no palco o Coral dos Pacientes Laringectomizados, do Instituto Mário Penna. Para em seguida ouvirmos as experiências bem-sucedidas das empresas Magnesita, Nemak e Seris na contratação de pessoas com deficiência e reabilitados.

“Contratava-se, mas também se saia muito. Eu aprendi muito com a experiência e o apoio do Rede de Carreiras. Quando fui para Seris lá não se cumpria a cota. Com 2 meses de trabalho consegui cumprir. Hoje eu contrato por competência e tenho pessoas com deficiência tanto na gestão, quanto no operacional. O importante é direcionar as empresas e de fato incluir as pessoas”, declara Lorena Araújo, Coordenadora de RH da Seris.

A Magnesita, por meio do programa Prisma, começou o processo de admissão de pessoas com deficiência auditiva, mas hoje já avançaram muito e a cada ano investem em um setor para receberem pessoas com mobilidade reduzida. É o caso do Alrison Dias de Araújo, auxiliar administrativo do setor de Medicina do Trabalho da empresa: “Tem um ano e três meses que estou lá e com eventos como este vamos ganhando mais força.” Já o colaborador Jaime Campos começou a trabalhar na Nemak com 20 anos. Lá dentro se formou em engenharia de manutenção e agora com 27 só pensa em crescer mais profissionalmente.

As três educadoras sociais da Rede Cidadã, Renata Santana, Mariana Teixeira e Edina Silva, presentes no Seminário destacaram: “Encontros como este são um caminho para as empresas saberem a quem recorrer.”